A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, participou da cerimônia de comemoração dos 50 anos do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes). Na ocasião, a presidente inaugurou o Espaço Tecnologia Antônio Seabra Moggi – homenagem, in memorian, ao primeiro superintendente do Cenpes. No auditório do Cenpes, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, a presidente Graça também deu posse ao novo gerente executivo do Cenpes, André Lima Cordeiro, que substitui Marcos Assayag. Assayag ocupa agora a Gerência Executiva de Programas de Gestão de Investimentos em Sondas e Unidades Estacionárias de Produção da área de Exploração e Produção da Petrobras. “Conhecimento é soberania e tecnologia é a expressão material do conhecimento. Conhecimento e soberania estão colados um ao lado do outro”, ressaltou a presidente, que destacou a importância do Cenpes para a história e para o futuro da companhia. “Somos respeitados pelo nosso saber, pelo nosso conhecer e por sabermos lidar com desafios e com o desconhecido”, acrescentou, frisando ainda a importância dos resultados e da redução de custos para a manutenção da competitividade da Petrobras. Ao receber o novo crachá da presidente, André Lima Cordeiro também ressaltou o papel do Centro de Pesquisas para o futuro da empresa: “A Petrobras tem à frente um desafio gigantesco de dobrar a produção até 2020 e grande parte desse petróleo virá do pré-sal, onde operamos nos limites do conhecimento tecnológico. Cabe ao Cenpes contribuir para esse desafio”. Homenageado com uma placa entregue por Graça Foster, Marcos Assayag elogiou o corpo técnico do Cenpes e falou de sua relação com a instituição antes e durante o período que esteve no cargo. “É gratificante saber que contribuí para a história do Cenpes nesses 39 anos que estou na Petrobras”, avaliou. O ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrella representou os ex-superintendentes presentes à cerimônia e recebeu uma placa de aço escovado com homenagem especial da presidente e de toda a diretoria da Petrobras. “A descoberta do pré-sal e a modificação do marco regulatório levaram em consideração um dos aspectos mais importantes da tecnologia. O domínio de tecnologia é autonomia de decisão”, disse. Outros ex-gerentes e superintendentes tiveram seus depoimentos exibidos em vídeo e o consultor André Leibsohn Martins falou em nome dos técnicos homenageados. Criado em 4 de dezembro de 1963 com o papel de antecipar e prover as soluções tecnológicas necessárias aos negócios da Petrobras, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), unidade da companhia voltada para a pesquisa e engenharia básica, celebra hoje 50 anos de história como um dos maiores complexos de pesquisa aplicada à indústria de energia do mundo. Instalado em uma área total de 300 mil metros quadrados, na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro, o Cenpes conta hoje com mais de 200 laboratórios, além de plantas experimentais e um Núcleo de Visualização e Colaboração voltado para simulação, interatividade e imersão em diversos processos da indústria de energia. O Cenpes é o gestor da função Tecnologia na Petrobras, responsável pela coordenação das atividades de pesquisa, desenvolvimento e engenharia básica na companhia e também pela articulação com instituições parceiras no desenvolvimento tecnológico. Coordena 49 Redes Temáticas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), formadas por instituições acadêmico-científicas, e por meio delas mantém parcerias com mais de 100 universidades e institutos de pesquisa brasileiros conveniados para realizar projetos de P&D relacionados às metas tecnológicas da companhia. Somente nos últimos dez anos, os investimentos em P&D cresceram 22,7% ao ano e, em 2012, a Petrobras aplicou US$ 1,1 bilhão em pesquisa. A gestão desses recursos é coordenada pelo Cenpes. O centro conta atualmente com 1897 empregados. Na década de 1960, ainda com sede na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, o foco principal de atuação do Cenpes era a área de refino, pois nesse período o objetivo era fomentar a capacidade nacional de processamento e produção de combustíveis para abastecer o mercado interno. Na década de 1970, foram inauguradas as instalações do Cenpes na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo período, a área de Exploração & Produção teve suas pesquisas intensificadas a partir da descoberta do campo de Garoupa, na costa do Rio de Janeiro, que marca o início da série de descobertas dos campos offshore da companhia na Bacia de Campos. Em 1976 a Engenharia Básica foi incorporada às atividades do Cenpes com a responsabilidade de desenvolver projetos conceituais e básicos, inicialmente para as unidades de refino e posteriormente, a partir de 1983, também na área de E&P. As tecnologias da Petrobras para águas profundas receberam dois prêmios Offshore Technology Conference (OTC). O primeiro, em 1992, em reconhecimento à sua contribuição para o avanço da produção do campo de Marlim, e o segundo, em 2001, pelo domínio tecnológico para produção do campo de Roncador. As pesquisas para área de gás, energia, desenvolvimento sustentável e biocombustíveis, que vinham ganhando força desde a década de 1990, foram formalizadas na estrutura do Cenpes em 2002. Em 2006 surgem as Redes Temáticas e são reforçados os novos desafios tecnológicos para a área do pré-sal. Em 2010, foram inauguradas as instalações da Expansão do Cenpes, que se diferenciam por conceitos avançados de ecoeficiência. (Com informações da Petrobras)