O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai divulgar, no dia 5 de dezembro, os resultados da quinta edição da Pesquisa de Inovação (Pintec), que engloba dados do período de 2009 a 2011 e inclui setores econômicos novos, como eletricidade e gás, serviços de arquitetura, engenharia, testes e análises técnicas. A amostra de empresas pesquisadas cresceu 11% em relação à última rodada, referente a 2008, incluindo agora 17,5 mil firmas. Pela primeira vez, o IBGE excluiu o termo “tecnológica” do nome da Pintec. Até a última edição, divulgada em 2010, a pesquisa era intitulada Pesquisa de Inovação Tecnológica. “Isso foi feito para nos alinharmos às pesquisas de inovação europeias. A supressão do termo ‘tecnológica’ ocorreu também porque estamos incorporando os serviços, que enfatizam, às vezes, aspectos não tecnológicos da inovação”, explica o economista Alessandro Pinheiro, gerente da Pintec. O IBGE também fez a modificação considerando o maior destaque das inovações organizacionais e de marketing no cenário empresarial nos últimos anos. Desde a Pintec 2005 são consideradas no levantamento as companhias de alguns setores selecionados do ramo de serviços. Na Pintec 2008, além das indústrias extrativas e de transformação, foram incluídos os serviços de edição, telecomunicações e informática e as empresas ou instituições de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Pinheiro afirma que as mudanças foram feitas após consultas às demandas de empresas, governos e do setor acadêmico. Entre as sugestões que foram acatadas estão a divulgação dos resultados por setores mais desagregados, permitindo uma compreensão mais aprofundada da importância da inovação em determinados segmentos. Resultados serão apresentados de forma mais desagregada, como no caso da indústria química e de máquinas e equipamentos. Houve modificações no questionário aplicado pelos pesquisadores, que incluiu um bloco de questões que distingue o percentual referente ao valor gasto com a compra de serviços de P&D. Ou seja, quanto foi destinado a universidades, empresas ou outros agentes. As fontes de financiamento de P&D também foram mais detalhadas nesta nova rodada, acatando um pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O crescimento dos setores de biotecnologia e nanotecnologia no ambiente empresarial brasileiro também poderá ser refletido na Pintec 2011. A intenção do IBGE é qualificar melhor o uso desses segmentos nas firmas, compreendendo, por exemplo, se são usados em P&D ou se a empresa é apenas o usuário final dessas tecnologias. Até então, o levantamento apresentava aos entrevistados apenas uma questão genérica sobre o uso ou não desses setores. Atualmente os pesquisadores ainda estão realizando trabalho de campo para contemplar um total de 17,5 mil empresas. Na última edição, a amostra era de 15,8 mil firmas. (Com informações do Inovação Unicamp)