Empreendedores, aceleradoras, parceiros e governo federal estiveram juntos pela primeira vez no dia 26 de setembro, no Rio de Janeiro, no evento Welcome Aboard, do Start-Up Brasil – ação do programa TI Maior para apoiar empresas nascentes com foco em tecnologia. A reunião de todos os atores do Start-Up Brasil se deu para possibilitar a ampliação de networking, a construção de parcerias de negócios, o fortalecimento dos modelos de negócios das empresas nascentes, o entendimento de pormenores do programa, além do intercâmbio de experiências. As inscrições para a segunda etapa de seleção de startups a serem aceleradas pelo projeto abrem no dia 1º de outubro. Desta vez, de 50 a 70 empresas selecionadas passarão pelas fases de pesquisa e desenvolvimento (P&D), gestão, mercado e funding nas aceleradoras credenciadas, em um período entre seis e 12 meses. O secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgilio Almeida, disse que o próximo processo seletivo será exatamente como o primeiro. Ele espera, no entanto, uma participação mais intensiva de todas as regiões do país. “Gostaríamos de ter mais empreendedores do Centro Oeste, do Nordeste e do Norte no programa; a primeira leva de empresas selecionadas foi predominantemente do Sudeste”, disse. Ele lembra que serão investidos R$ 13,5 milhões neste segundo edital. A grande novidade acontecerá no lançamento do terceiro edital. “A ideia é aumentar o número de startups aceleradas, o que vai demandar mais aceleradoras, para que a qualidade do trabalho seja mantida mesmo com a ampliação”, adianta Rafael Moreira, coordenador geral da iniciativa e gestor de Software e Serviços de TI da Secretaria de Políticas de Informática do MCTI. As 56 empresas e as nove aceleradoras selecionadas no primeiro edital do Start-Up Brasil tiveram um minuto para se apresentar. Entre elas a Outsource Brazil, que acelera cinco startups do projeto: a Data Event, a Edusynch, a Evobooks, a Marca Fácil e a Mundo de Aventuras. “Recebemos empresas com diferentes graus de maturidade: algumas ainda não têm o produto, outras não sabem como vender o produto já desenvolvido, outras precisam expandir a base de clientes. E o interesse é tê-las em um mesmo ambiente, onde uma possa aprender as boas práticas das outras, fechar negócios com as outras, indicar parceiros para as outras“, diz Alex Jacobs, um dos sócios da Outsource Brazil, selecionada pelo programa, assim como a MGTI, a Aceleratech, a Microsoft, a Papaya, a Pipa, a Start You Up, a Wayra a 21212. A Estoks, acelerada da 21212, já sabe como investir os recursos recebidos para alavancar o negócio: “Vamos focar na melhoria da plataforma, na captação de parceiros e em vendas neste primeiro momento”, diz Isabel Wanderley, uma das três sócias da startup. (Com informações do MCTI)