21/02/2018

No último dia 7 de fevereiro, o Comitê de Fomento à Inovação da ANPEI realizou a sua primeira reunião do ano. O encontro, sediado no prédio da Financiadora de Estudos e Projetos, em São Paulo (FINEP SP), reuniu cerca de 40 representantes de empresas e instituições associadas à ANPEI, que tiveram a oportunidade de conferir diferentes programas de incentivo à inovação da FINEP e uma palestra sobre inovação para a competitividade, ministrada por Eduardo Sperling, Gerente de Negócios da INSEED Investimento.

O dia teve início com as boas-vindas do Superintendente da FINEP SP, Oswaldo Massambani, que disponibilizou quatro membros de sua equipe para falar sobre os programas da instituição aos associados da ANPEI.

Programas FINEP de incentivo à Inovação

Márcio Ikegami, Gerente do Departamento Operacional de São Paulo (DESP) – Política Operacional – falou sobre o FINEP Conecta, programa que incentiva diretamente a interação ICT-Empresa. “Nosso objetivo é levar o conhecimento gerado nas ICTs e universidades para as empresas, promover maior alinhamento dos objetivos da ciência nacional às demandas empresariais, elevar os dispêndios de P&D e incentivar projetos de maior risco tecnológico”, explicou Ikegami, apontando que o valor que está disponível para cooperação ICT-Empresa é de R$ 500 milhões.

Em seguida, Thiago Moreira, Assessor de Diretoria Executiva, Diretoria Financeira, de Crédito e Captação – DRFC, apresentou as possibilidades de investimentos direto e indireto da FINEP. Segundo ele, desde 2001 a FINEP vem investindo, sobretudo, recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT – (99,4%) em 33 fundos, sendo eles: 6 Private Equity; 13 Venture Capital; 13 Capital Semente; e 1 Corporate Venture.

“Nossa política prioriza a diversidade. Nesse sentido, os investimentos não podem exceder 20% dos recursos em um mesmo fundo e nem 25% dos recursos em um mesmo gestor”, disse Moreira.

Os investimentos direto em empresas inovadoras são realizados a partir do Programa FIP Inova Empresa, constituído e gerido pela Finep com recursos próprios e pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações – FUNTTEL. As empresas selecionadas por demanda espontânea, ou seja, por apresentação de propostas.

Renato Magalhães falou sobre debêntures incentivadas para inovação, destacando a Lei nº 12.341, de 24 de junho de 2011, que dá isenção da alíquota do imposto de renda sobre rendimentos de projetos de infraestrutura e inovação.

Finalizando as apresentações da Financiadora, Marco Poli apresentou o FINEP Startup, resgatando as iniciativas de apoio a empresas nascentes, como o Programa Inovar, de 2000, e o Prime, de 2009.

O FINEP Startup, lançado em 2017, é um edital concorrencial para aporte financeiro, com investimento via contrato de opção e incentivo para investidores-anjo. O aporte é de até R$ 1 milhão.

De acordo com Poli, a primeira chamada, lançada em abril do ano passado, recebeu mais de 500 inscrições e selecionou 23 startups.

Inovação para a competitividade

“Empreendedorismo corporativo é o processo pelo qual um indivíduo ou um grupo de indivíduos, associados a uma organização existente, criam uma nova organização ou instigam a renovação ou a inovação dentro da organização”. Foi com esse conceito que Eduardo Sperling começou a falar sobre Corporate Venture durante a primeira reunião do Comitê de Fomento da ANPEI.

Para ele, o Corporate Venture nasce a partir da atitude empreendedora, que, com seu desenvolvimento, pode tomar diferentes formas e atuações. E o Corporate Venture Capital é mais do que o aporte de recursos financeiros, mas sim uma lógica de investimentos baseada em um conjunto de ações estratégicas.

“Conhecer e monitorar as oportunidades de negócios nascentes disponíveis para conexão é um passo muito importante na implementação de um programa de Corporate Venturing”, ressaltou Sperling.

De acordo com o Gerente de Negócios, grandes empresas atuam em Corporate Venturing com objetivos e modo de operacionalização distintos, às vezes com caráter mais estratégico e, às vezes, com puro viés financeiro.

“A combinação de ativos a serem aportados na relação com as startups é a base para o detalhamento da estrutura e da governança do processo; e pode ser determinante para o resultado da iniciativa”, finalizou Sperling.

No período da tarde, o coordenador do Comitê de Fomento à Inovação da ANPEI, Luis Frade, e a vice coordenadora, Isabela Dias, comandaram o debate com as participantes sobre o plano de trabalho do grupo em 2018. Diversas sugestões foram levantadas e serão debatidas no Comitê e levadas aos diretores da Associação.

A reunião contou com a presença do Diretor da Anpei, Ricardo Marques de Furnas.

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